Trump venceu a batalha judicial e não precisará pagar todos os benefícios do SNAP referentes a novembro, segundo decisão da Suprema Corte. Mais detalhes em breve. A Suprema Corte dos EUA prorrogou a liminar administrativa que impede o governo Trump de pagar 100% dos benefícios do Programa de Assistência Nutricional Suplementar (SNAP) referentes a novembro.
A decisão mantém em vigor a medida temporária emitida pela juíza Ketanji Brown Jackson, permitindo que o governo continue evitando o desembolso integral da ajuda alimentar pelos próximos dias.
A decisão surge em meio a um intenso debate político e jurídico sobre o financiamento do SNAP, programa que auxilia mais de 42 milhões de americanos.
Há mais de uma semana, os beneficiários enfrentam incerteza quanto ao valor de seus auxílios, que atualmente correspondem a 65% do valor total habitual. De acordo com o Supremo Tribunal, a suspensão permanecerá em vigor até as 11h59 (horário de Brasília) do dia 13 de novembro. 2025.
As decisões judiciais causaram confusão em vários estados. Enquanto alguns beneficiários em locais como Havaí e Nova Jersey receberam seus benefícios integrais, nenhum recurso foi distribuído em Nebraska e Virgínia Ocidental.
Em outros estados, como a Carolina do Norte e o Texas, os pagamentos foram parciais.
A falta de financiamento afetou diretamente famílias vulneráveis. Na Pensilvânia, alguns beneficiários receberam o pagamento integral, mas outros, como Jim Malliard, ainda aguardam o pagamento mensal de US$ 350 que sua família normalmente recebe.
Malliard disse que só lhe restam 10 dólares e que tem sobrevivido à base de arroz e macarrão instantâneo.
A administração Trump argumentar que os tribunais não devem realocar recursos sem autorização do Congresso e insiste que a única solução definitiva é reabrir o governo federal.
Entretanto, o Senado aprovou uma legislação para encerrar a paralisação do governo e restaurar o financiamento do SNAP, embora ainda não esteja claro se Trump a sancionará.
O futuro do programa de alimentação dependerá das próximas decisões judiciais e negociações políticas em Washington, que buscam evitar maiores prejuízos a milhões de famílias que dependem dessa assistência básica.
